Rei do Pop e seus 60 anos
Artista visionário, fábrica de hits, mago da dança, adulto problemático, eterna criança... Tudo isso e mais pode definir Michael Jackson, que completaria 60 anos nesta quarta-feira, 29 de agosto. Fosse o que fosse, Michael nunca parecia satisfeito com o que tinha a oferecer aos espectadores – música, dança, clipes, videogames – e, com isso, ajudou a definir a noção de artista enquanto figura multimídia. Até hoje, quase 60 anos depois do início de sua carreira, ninguém conseguiu repetir a trajetória do Rei do Pop – para o bem e para o mal.


O talento de Michael logo o fez seguir em carreira solo. Ele lançou uma série de discos que, apesar de competentes, ainda eram bastante derivativos da música da soul music produzida na Motown. Em 1979, começou uma guinada criativa com Off the wall, que continha Don't stop 'til you get enough e Rock with yoU.


Três anos depois, Michael viraria o maior nome da música pop com Thriller. Um disco no qual mostrou que apenas canções extraordinárias não eram o bastante pra ele. No álbum, o cantor flertou com moda – a jaqueta vermelha mais famosa de todos os tempos – e com cinema, através do clipe meio curta-metragem (ao todo, são 13min42s) da canção que dá nome ao álbum. Começava, também por influência dele, um novo momento na indústria musical: a era MTV.



Michael morreu em 2009, desfigurado pelas cirurgias plásticas e recluso em sua Neverland, local apropriadamente batizado com o nome da ilha de Peter Pan – a Terra do nunca, no português – onde Michael vivia sua eterna (e melancólica) infância.